Assinarei muitos escritos com o nome que te concedi, porque me perdeste no horizonte que enxergavas em tua imaginação. Não te configurarei como falsa, talvez fosse justo. As pedras da minha calçada dirão para eu te perseguir até que digas o quanto tua fragilidade compõe sinfonias e poemas patéticos. Criarei um ritual para fantasiar que tuas bonecas ganham vida enquanto as rochas continuam a formar fantasmas solitários. Existe uma convicção gélida de que falamos a respeito de tudo que é conhecido, porém comemoração alguma roubaria um sorriso de criaturas como nós.
Forjaste - com tua distância em imagem - qualquer parte asquerosa de minha sanidade pueril. Ainda que fotografias puras registrem a fadada vida de tua floresta, não vejo curvas em teus montes sanguíneos. Poderia oferecer-te meus dentes cansados ou até leituras inúteis, cobraria-te verdades acreditando no afago daquelas pessoas sem face emolduradas em residências coloridas pertencentes ao deus dos flamingos. Espalho meu sono por todos os lugares nos quais se ouve o barulho de aviões, pode acontecer de dormires no mesmo horário. Tuas fadas perguntam-me sobre a iluminação interna de meus pulmões e digo-lhes que em mim só nascem rotinas. O desejo morno da continuação estará nos tempos que pudermos captar.