
As pessoas importantes nos conhecem exatamente como somos. Fracos, tentando sempre. Desejando ser outro alguém e fracassando na realização, assim então revelando quem realmente somos. E é triste não ter medo. Eu fico tentando imaginar. Desenho no chão as roupas que eu devia usar, a maquiagem que detalhada e demoradamente eu devia fazer, o sorriso que precisaria pintar, caso eu realmente quisesse me sombrear. E caso você fosse me amar um pouco eu até faria. Eu repetiria uma roupa de freira, fingiria que acredito na beleza não-artificial, usaria uma sacolinha plástica nas mãos, e teria um sorriso sempre, e não seria uma pintura, mas sim uma realidade, caso você se permitesse me amar, um pouquinho. E eu estou aqui. Praticamente do outro lado do oceano, porque eu já chorei tanto que formei uma ilha ao meu redor, te levei pra lá e agora você está tentando fugir, esqueci de levar os cigarros, mas tudo bem, eu permito que você corte os meus cabelos e fique o resto da vida observando o desenho que a fumaça da fogueira que você acenderá com eles vai produzir. Eu permito qualquer coisa. Eu tolero. Desde quê. Até você.
4 comentários:
Faço desenhos ocultos e vejo meu dedo apontando por fim em tua direção!
É triste não ter medo, mesmo.
A minha mãe diz que o medo salva e a coragem eterniza, eu não concordo plenamente, ams quando eu li o que escreveste eu acabei lembrando.
desculpa, entrar assim e comentar, mas eu senti vontade de comentar quando li.
aquelas pessoas que chegam de repente?
eu entendo que seja mais fácil controlar e concordar com "o que" ou "quem" conheces.
passaria a visitar teu blog se assim permitisse. Então, obrigada.
até mais.
Postar um comentário