sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Baby come get me.

As palavras estão sempre avulsas, talvez as palavras sejam um grande muro, um divisor de qualquer coisa. Palavras avulsas no meio da correspondência desesperada - me carrega no colo e vamos até o hospital mais próximo. Ou então eu morro aqui-sozinha-mal-amada-com-a-garganta-toda-arranhada. Não me deixa. Espera, eu sempre preciso falar. Quero chorar, não olha. Leia, por favor. É meu discurso pessoal e direto. I love you all the time. E eu sempre volto como um sapo, um sapo produzindo barulhos assustados e fitando teu univrso tão distante com dois olhos grandes. Não nasci para estar nas tuas linhas, me cobre, rápido. Te quiero, com açúcar e meus milhões de línguas precárias e famintas. Me liga, quero te ouvir, nunca sei dizer, mas ainda falo, sem medo : "você nunca saberá o quanto eu te quis, isto não é apropriado", não acredito em medidas, sequer em distâncias. Te quiero. mi.mi.mi. O frio congela meus dedos e os pés ardem de tantas meias, vem-cá-arrancar-a-farpa-cravada-no-meu-olho-esquerdo. Te amo como uma queda d'água.





"E todos sabem que sou viciada

No objeto de seus olhos."

2 comentários:

Anônimo disse...

hihi

Unknown disse...

Si!
Las palavras son un muro
"Detrás de la palabra está el caos."
Henry Miller