As palavras estão sempre avulsas, talvez as palavras sejam um grande muro, um divisor de qualquer coisa. Palavras avulsas no meio da correspondência desesperada - me carrega no colo e vamos até o hospital mais próximo. Ou então eu morro aqui-sozinha-mal-amada-com-a-garganta-toda-arranhada. Não me deixa. Espera, eu sempre preciso falar. Quero chorar, não olha. Leia, por favor. É meu discurso pessoal e direto. I love you all the time. E eu sempre volto como um sapo, um sapo produzindo barulhos assustados e fitando teu univrso tão distante com dois olhos grandes. Não nasci para estar nas tuas linhas, me cobre, rápido. Te quiero, com açúcar e meus milhões de línguas precárias e famintas. Me liga, quero te ouvir, nunca sei dizer, mas ainda falo, sem medo : "você nunca saberá o quanto eu te quis, isto não é apropriado", não acredito em medidas, sequer em distâncias. Te quiero. mi.mi.mi. O frio congela meus dedos e os pés ardem de tantas meias, vem-cá-arrancar-a-farpa-cravada-no-meu-olho-esquerdo. Te amo como uma queda d'água.

"E todos sabem que sou viciada
No objeto de seus olhos."
2 comentários:
hihi
Si!
Las palavras son un muro
"Detrás de la palabra está el caos."
Henry Miller
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