O
tempo é um cobertor que faz com que meus pés sintam o gelo do piso
em que estou repousando
– devastação. Não fico feliz em sangrar enquanto ouço a água –
antes subterrânea, agora jorrando – deixar um sabor de ferrugem em
minhas papilas gustativas. Minha bolha foi pintada com carvão e em
cada milimetro dela escrevi seu nome – todas as línguas e códigos
que pude inventar para não roubarem-me a ilusão.
[Interrompa
o cursor dos seus rios de saliva preciso encontrar você atropelar
seus olhos já descrentes gritar para minhas ambulâncias cerebrais
desmaiar de panico ver você de olhos mortos tocar você tocar você
tocar enquanto baleias fazem acrobacias em parques monocromáticos –
funciona, apenas na minha mente. Entretanto, seus olhos morrem todo
tempo. ]
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