domingo, 17 de abril de 2011

shuuuuuuuuuuuuaaaazzzzul.



"Tudo estava vazio, morto e mudo,
caído, abandonado e decaído,
tudo era inalienavelmente alheio,

tudo era do outro e de ninguém,
até que tua beleza e tua pobreza
de dádivas encheram o outono"




Talvez fosse hoje: domingo, dia em que desrespeito todas as regras, pinto meus dentes de vermelho e em pensamento caço O Desconhecido. Mas, não devo mentir e um dever também pode se tornar uma ordem, tenho o dever de inventar todas as nuances, sombras, palavras, energias, e o que couber dentro da nossa insanidade, é minha regra, para antes necessito abraçar-te porque eu sinto as turbulências vulcânicas da uma  alquimia-ciranda. Não é nada belo, tenho a consciência de que minha forma de expressão não é a melhor, estou tentando encontrar  - ainda - em livros vocábulos que definam o que aconteceu, um encontro, um conflito diplomático, uma guerra, o que prever? Olho no meu espelho sujo e vejo que tua essência transformada em palavra continua lá, tu és meu novo reflexo? Serei mais sangrenta que a Guerra do Paraguai, entretanto caso te prejudique com desafios ou jogadas sórdidas, escreva uma canção, pode me chamar de cadela ou palhaça, terei orgulho de merecer - até a cor do seu ódio será brilhante.



[Quero passear com você em ruas que parecem nuvens na Sibéria demarcado nosso território com tinta neon nas flores brancas brancas brancas Derreter o que se preparava para ser uma avalanche se você olhando a imensidão gélida - tão forte e diferente de nós delicados e ardentes como velas na Praça Vermelha  - sorrir Eu prometo sorrir de volta até entrar em  psicose.]


2 comentários:

Carolina Moreira disse...

Lindo.


Ps. Sinto tua falta escandalosamente grande por dentro de mim.

Ana Pérola Veloso disse...

podia existir hibisco azul.