
Outra vez a sensação do conhecido vento mordendo meus pés , talvez seja apenas o fracasso, tentativa de mudar e ver as próprias mãos amputadas pela má sorte, o passado é um péssimo conselheiro. Sem motivos para sair do conforto que é meu - velho - colchão, corro e não saio daquelas molas tão ou mais vazias que meu choro. Gosto do silêncio - só faço barulho com os ossos e deixo eles acompanharem-me - e da solidão, mas, queria te dizer : seria bom pensar com carinho em alguém, quando as madrugadas lavam minha pele e finjo que estou bem. É a minha nova feriada aberta e que cutucarei todos os dias, até o sadismo cansar de sorrir. Saberemos que nada ficará no lugar, resta a nossos - distantes - corpos tortos uma adaptação solitária.
2 comentários:
"uma adaptação solitária."
Há quanto tempo espero por isso? mas, mesmo sem desejar,a atroz esperança me segue, e pra minha maldição ela encontra aqui terreno fértil...
no meio da minha solidão, que creio ser auto-induzida, eu sempre te recordo com o maior dos carinhos.
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