
É estranho pensar que existe aí pelo mundo alguma (s) pessoa (s) capaz (es) de amar até o meu esmalte descascado . O maldito resto preto, vermelho e também o formado pelas dois tons unidos, o maldito resquício que insiste em se alojar-se no canto das minhas unhas, e não sai. Eu também não tiro. Sempre pensei que as coisas deviam ir embora naturalmente, assim como a chuva arrastando o sangue que manchou as calçadas no dia anterior, a chuva transformando o sangue em qualquer coisa como um pouco de água mais avermelhada, a chuva, o dia está ensolarado.
Tudo o que permanece ao meu redor insiste em fazer um barulho agressivo, às vezes não acredito que sou capaz de gostar do som catastrófico que todas as coisas possuem, talvez eu tenha simplesmente me habituado. Não gosto de desistir, no entanto é necessário, assim como existir também, quando desistir é necessário precisa-se existir, antes de tudo. Ego trip é sempre uma maldição, tenho certeza absoluta de que é só é menor do que essa esperança desgraçada que insiste em abrigar-se nos meus pulmões, rins, cantos das unhas e por fim invade todo o meu esquálido corpo, corpo que prefere sempre estar repousando e que num dia qualquer repousará para sempre.
Tudo o que permanece ao meu redor insiste em fazer um barulho agressivo, às vezes não acredito que sou capaz de gostar do som catastrófico que todas as coisas possuem, talvez eu tenha simplesmente me habituado. Não gosto de desistir, no entanto é necessário, assim como existir também, quando desistir é necessário precisa-se existir, antes de tudo. Ego trip é sempre uma maldição, tenho certeza absoluta de que é só é menor do que essa esperança desgraçada que insiste em abrigar-se nos meus pulmões, rins, cantos das unhas e por fim invade todo o meu esquálido corpo, corpo que prefere sempre estar repousando e que num dia qualquer repousará para sempre.
Um comentário:
leitura do futuro na ponta dos dedos
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