Estranho como certas coisas tomam uma proporção gigantesca, é aquela vontade de ser melhor para quem já é O melhor, mesmo que isso signifique cometer alguns erros, eu sempre estive tentando. Impossível não acordar com a mesma idéia fixa ou não dormir embalada pelas projeções, impossível não ficar feliz com migalhas, impossível MESMO. E eu vou SEMPRE me permitir. Acho que a única coisa que aprendi nessa minha vida idiota é ser uma boa pessoa, buscar equilíbrio/paz/satisfação, é tudo o que eu sei e continuo buscar. Cartas, fotografias, vozes, querendo ou não são pequenas perversões alegres, perversões tão bonitas quanto meus sonhos. Queria poder parar ao meio-dia, olhar o relógio atrasado na praça e ainda assim saber que é a hora, o momento de encontrar um conforto num sorriso ou até no mau humor, eu sempre aceitei as mudanças desse gênero. Eu quero tanto que chega doer, é tanto que eu me sinto pequena, às vezes penso que o sentimento poderia ser um monstro, um monstro todo colorido que me engoliria e para demonstrar sua grandeza cuspiria uma lagrima, não sinto medo. Então restam os ursos, as preocupações e os sonhos. Eu sou uma daquelas pessoas que diz “o sonho é mais importante do que o pão.” E realmente é, esqueço de alimentar-me. A vida não é justa, mas eu sou tão doente que faço piada da minha própria doença, se eu fosse crente incluiria teu nome em minhas orações, infelizmente eu sou eu, só eu e apenas eu, sozinha. Então fico repetindo em pensamentos bonitos, repito pausadamente e confundo com nuvem, sol, estrela e essas coisas inexplicáveis, confundo com rotina e tenho certeza que o abandono é uma impossibilidade, choro um pouquinho e penso que um dia poderão as lágrimas serem substituídas, cócegas, teu pescoço, dentes esquisitos, todas as coisas simples se fundem num desejo de proximidade. Perdão por eu ser tão piegas irritante incansável e passional. Perdão por eu querer ser teu travesseiro. Perdão por eu acreditar que posso colorir tuas paredes e manter as janelas sempre fechadas. Perdão por eu não conseguir humildemente me perdoar. Gostar hoje em dia é tão complicado, as pessoas de todas as formas provocam o desgosto, machucam, cortam, queimam e engolem, um processo rápido para depois vomitar feridas e eu fico com olhos que brilham, os olhos que sorriem como duas mariposas mortas, eu gosto de cores, mas nunca lembro o nome, memória ruim, não me esqueço, nunquinha, nem sequer por um momento, não me esqueço mesmo e não esquerecerei, afinal existem registros e isso é eterno. “you muder me and i miss you.”
domingo, 22 de junho de 2008
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Um comentário:
Para este texto não quero dizer nada. É que não sai nada de minha boca, mas meu pensamento está aqui, inteirinho dançando entre estas palavras, que por sinal, são mais que palavras para mim!
Senti-sinto-eternamente-tudo-o-que-escreves!
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