terça-feira, 27 de maio de 2008

Tudo bem, não precisa dizer.

Hoje perderei-me em lugar nenhum e rezarei pedindo um cheiro que não misture-se a fumaça ou qualquer outra coisa como um trajeto mental delicado e que não inclua você. É impossível arrebentar as grades dessa jaula – há um porco aqui e ele alimenta-se na latrina, dançamos valsa, quando convém. Afastei a liberdade criando rimas pobres que desembocam no mar – desvirtuar é minha sina. Trezentos e setenta anos passaram-se e num dia qual acordarei respirando: coragem.




[Inspira escreve na minha face transpira borra sua palavra prostituída injeção de letargia sujeito e predicado sempre separados desastre quero você inverso a minha adoração parque de luxúria elefantes cegos espero seu desprezo um beijo babado de sua tia-avó vendedora de batom.] 

Nenhum comentário: