Hoje
perderei-me em lugar nenhum e rezarei pedindo um cheiro que não
misture-se a fumaça ou qualquer outra coisa como um trajeto mental
delicado e que não inclua você. É impossível arrebentar as grades
dessa jaula – há um porco aqui e ele alimenta-se na latrina,
dançamos valsa, quando convém. Afastei a liberdade criando rimas
pobres que desembocam no mar – desvirtuar é minha sina. Trezentos
e setenta anos passaram-se e num dia qual acordarei respirando:
coragem.
[Inspira
escreve na minha face transpira borra sua palavra prostituída
injeção de letargia sujeito e predicado sempre separados desastre
quero você inverso a minha adoração parque de luxúria elefantes
cegos espero seu desprezo um beijo babado de sua tia-avó vendedora
de batom.]
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