
Temo
pelo fim mas as bochechas já estão saudosas de rir, você sabe que
não exijo apenas o riso fácil – quero a infância e suas
eloquências pueris. Nosso diálogo é uma abstração
fantasiosa apesar de meu desejo ser devorar cada uma de suas palavras
lacônicas. Enquanto está no vão dos meus dedos a palma da tua mão
esquerda esmaga-me, afinal você sempre foi o único vencedor neste
jogo e eu sempre estive entregue – a qualquer coisa. Revisto-me de
papelão e rezo – para todos os anjos – pedindo que não
reconheça o quão perdida estou nessa unilateralidade, ainda assim
você percebe a menina-empacotada e não promete leva-la para casa,
diz somente: [...]
Um comentário:
subculture girl...
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